Três placas coloridas pairam no ar. Tons se sobrepõem em áreas próximas, mas outras carregam partes transparentes. Essa estrutura incerta, entre a totalidade e a ausência, sintetiza os experimentos que consagraram Lygia Pape.
Seja pelas "Ttéias" —colunas de fios metálicos, iluminadas por trás, que desafiam a profundidade—, seja pelos "livros" revolucionários —blocos geométricos, com pedaços deslocados, que representam narrativas históricas—, a brasileira subverteu limites das artes plásticas.