A saída de Tim Cook do comando da Apple, anunciada para setembro, marca o fim de um ciclo na história da empresa mais associado à consolidação de uma máquina de fazer dinheiro do que à invenção de novos objetos de desejo.

Quando assumiu a empresa, em 2011, após a morte de Steve Jobs, Cook era o azarão encarregado de substituir a figura que se confundiu com a identidade da Apple e do próprio Vale do Silício.

Ao longo desses 15 anos, no entanto, o que se viu foi menos uma tentativa de continuar o trabalho de Jobs e mais uma mudança de paradigma que pode ter frustrado alguns fãs, mas consolidou a marca como a campeã americana em hardware de consumo e a alçou a um valor de mercado de US$ 4 trilhões (R$ 19,9 trilhões) —ante cerca de US$ 350 bilhões em 2011 (R$ 1,7 trilhão hoje).