Desde antes do russo Iuri Gagarin se tornar a primeira pessoa no espaço, o Brasil já possuía planos de exploração espacial. Naquele mesmo ano de 1961 em que o cosmonauta orbitou a Terra no voo histórico de 108 minutos no dia 12 de abril, foi criada a semente do que viria a ser o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Gocnae). Por que então ainda não há um foguete com tecnologia 100% nacional capaz de chegar à órbita da Terra?

"Eu diria que o sucesso na atividade espacial sorri para aqueles que não desistem. É uma atividade muito difícil, exige recursos, e isso politicamente às vezes é difícil de manter e de convencer as pessoas, que pensam ‘poxa, mas para que tantos recursos?", diz Rogério Luiz Veríssimo Cruz, diretor de Governança do Setor Espacial da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O orçamento da AEB vem de sequências de queda. O auge dos investimentos foi entre os anos de 2004 e 2006, quando atingiu a casa dos R$ 500 milhões ao ano. Em 2022, chegou a beirar os R$ 110 milhões. Para este ano, estão previstos R$ 139 milhões.