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6.jun.2026 às 11h45
Ouvir o texto Reuters

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, associou a imigração na Europa ao Dia D, momento da Segunda Guerra Mundial em que as tropas dos aliados americanos e britânicos desembarcaram em praias da Normandia, no oeste da França, para combater a ocupação nazista na Europa ocidental. A data completa 82 anos neste sábado (6).

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa antes de se reunir com o ministro das Forças Armadas e Veteranos da França em Colleville-sur-Mer, no noroeste francês - Lou Benoist - 6.jun.26/AFP

"Infelizmente, hoje, diferentes praias europeias são invadidas por diferentes ideologias perigosas. Barcos e homens chegam a praias na Espanha, na Itália, na Grécia e na Bulgária", disse Hegseth em discurso no Cemitério Americano da Normandia, em Colleville-sur-Mer. "As capitais europeias farão algo sobre essa invasão ou já é tarde demais? Rezo para que não e acredito que não."

As declarações de Hegseth ecoam críticas feitas com frequência pelo governo do presidente Donald Trump ao continente europeu. Para Washington, a Europa estaria prejudicada por defesas fracas, incapacidade de lidar com a imigração, burocracia desnecessária e censura de vozes conservadoras.

Lá Fora

Hegseth também pediu alianças mais fortes entre os países, afirmando que as nações devem compartilhar responsabilidades. "Os homens enterrados aqui lutaram em uma aliança de combate onde cada parceiro contribuiu com toda a sua medida de indústria, coragem e sacrifício, não com slogans vazios, cúpulas luxuosas ou comunicados", disse.

"Aliados reais, fazendo coisas reais, sofrendo perdas reais por uma causa compartilhada pela qual vale a pena lutar e morrer. Cada nação fez sua parte e sangrou. A América liderará, mas aliados capazes devem estar conosco, ombro a ombro na linha de frente", acrescentou.

Comemorações dos 80 anos do Dia D ocorreram em 2024, sob sombra da Guerra da Ucrânia ic_share Ícone fechar Voltar Voltar Carregando...

O discurso de Hegseth também remete ao fato de que Trump cobra apoio europeu na guerra no Irã, iniciada em fevereiro por EUA e Israel, desde o início do conflito. Em março, apontando para França e Reino Unido, o americano chegou a afirmar que países que não ajudaram deveriam comprar petróleo americano ou pegar por conta própria no estreito de Hormuz.

"Vocês vão ter que aprender a lutar por si mesmos. Os EUA não estarão mais lá para ajudar, assim como vocês não estiveram lá por nós. A parte difícil foi feita. Vão buscar o próprio petróleo", disse o presidente americano, que também disse estar insatisfeito com a Otan pelo que considera ser uma falta de apoio e ameaçou deixar a aliança militar.

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