Nascidas há mais de três décadas dentro de presídios brasileiros, as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) tornaram-se peças essenciais na logística do tráfico internacional de cocaína. Conquistaram essa posição através de parcerias com máfias, cartéis latino-americanos e outros grupos criminosos estrangeiros, alguns dos quais também são considerados terroristas pelos Estados Unidos.
É essa a conclusão que se extrai de pesquisas sobre o tráfico de drogas global, de investigações policiais e da análise de especialistas que estudam o desenvolvimento das facções brasileiras.
As duas facções entraram oficialmente na lista de grupos terroristas do governo americano nesta sexta-feira (5). Entre as demais 94 organizações que já integram a lista, ao menos quatro já tiveram relações com PCC ou CV apontadas em investigações policiais, pesquisas ou relatórios —todas são grupos latino-americanos que passaram a integrar a lista a partir de 2025, por decisão do governo de Donald Trump.