A ideia de reparação da população negra pela escravidão transatlântica tem ganhado espaço no debate público no Brasil e no mundo.

Em março, a Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, reconheceu a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas como os crimes contra a humanidade mais graves da história. A declaração partiu de uma resolução proposta por Gana, que recomenda aos Estados pedidos formais de desculpas e a criação de mecanismos de reparação.

O movimento ganhou novo impulso na semana passada, durante o Fórum Permanente de Afrodescendentes da ONU, em Genebra. Representantes da sociedade civil brasileira solicitaram que a organização envie uma carta oficial às autoridades do país em apoio à chamada PEC (proposta de emenda à Constituição) da Reparação (27/2024).