Passa das sete da manhã quando o "desayuno" chega com "huevos rancheros", mexidos com pimenta, cebola e tomate, e os "chilaquiles", tortilhas de milho cobertas por molho e feijão amassado, além do café. Da sacada do restaurante, o mar de Cortés se abre logo adiante. Come-se diante da vista. Até que um sopro interrompe a linha do horizonte. Em seguida, vem o dorso escuro, a curva pesada do corpo, às vezes um salto inesperado, antes de tudo voltar à superfície lisa da água.
Entre dezembro e abril, sobretudo nos primeiros meses do ano, as jubartes passam a integrar o cotidiano de Los Cabos, na Baixa Califórnia Sul, no México. Onde o deserto encontra o oceano, entre o Pacífico e o mar de Cortés, a manhã começa muitas vezes assim: com o silêncio da água rompido pelo aparecimento repentino de um animal de 40 toneladas.