Os leões que rondavam as cavernas da Era do Gelo e foram retratados em desenhos e até estatuetas por alguns dos primeiros artistas da humanidade pertenciam a uma espécie diferente da de seus primos atuais, embora tenham cruzado com eles algumas vezes.

A conclusão vem da análise mais completa do DNA dessas feras feita até hoje, a qual também mostrou que os leões-das-cavernas (Panthera spelaea) eram superpredadores cosmopolitas e globalmente conectados —tanto os bichos da Europa Ocidental quanto os da Sibéria, apesar das enormes distâncias, faziam parte da mesma grande população, trocando genes com considerável rapidez, a exemplo do que se via entre os lobos antes que eles fossem dizimados pela ação humana.