A verdadeira má notícia para o mercado de trabalho não é o alardeado poder destruidor da inteligência artificial, mas uma economia global estagnada, que perdeu a capacidade de gerar muitas vagas por causa do crescimento do peso dos serviços, com avanço lento da produtividade.
Essa é a avaliação de Aaron Benanav, historiador, sociólogo, professor da universidade americana Cornell e autor do livro "Automação e o Futuro do Trabalho", lançado no Brasil no final de 2025.
Ele afirma, no entanto, que a IA parece afetar mais os trabalhadores de entrada do que aqueles de nível médio, o que leva a uma precarização do mercado de trabalho e pode reduzir salários, em um movimento que já é notado nas plataformas digitais, como aplicativos de transportes e entregas.