Três anos depois da instauração do regime militar no Brasil, o artista Claudio Tozzi teve um mural seu destruído por manifestantes num salão de arte em Brasília. O líder revolucionário Che Guevara —retratado junto a uma multidão em protesto e garotos com fome—, foi perfurado, e as ripas de madeira que emolduravam a pintura, danificadas.
Era um indicativo do clima repressivo da ditadura brasileira e também de como o artista, então com menos de 30 anos, via o seu trabalho —um comentário sobre os acontecimentos políticos do mundo. Ele pintou o painel de cores vibrantes pouco após o assassinato do ícone do comunismo, em 1967.