A sentença do caso Henry Borel cumpriu a obrigação ao despachar Jairinho, ex-vereador do Rio, para 43 anos de cadeia. O espanto ficou na outra ponta da canetada. Ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros, a Juíza Elizabeth Machado Louro abandonou os autos a fim de assinar um manifesto ideológico equivocado. Sob o pretexto de combater o machismo estrutural e o linchamento nas redes sociais, transformou o tribunal num palco de ativismo. O resultado é um desserviço completo a causa que ela acredita defender.

Quem rebaixou a acusação de homicídio doloso para a forma culposa foram os jurados, não a juíza. Cidadãos comuns ouviram dias de depoimento e bateram o martelo na tese de omissão. A partir dali o papel dela era um só: calcular a pena que a lei manda. Em vez disso, usou o microfone do veredito para militar e colocar Monique no papel de vítima de "misoginia".