Há quase sete décadas, o escritor John D. MacDonald pensou que o mundo andava desonesto e violento demais. Escreveu então "Cabo do Medo", uma história de bem contra o mal, sobre um estuprador que sai da cadeia querendo se vingar do homem que testemunhou contra ele. O livro virou filme cinco anos depois.

Em 1991, o cineasta Martin Scorsese, menos afeito a maniqueísmos, quis apimentar a trama com ambiguidade moral. Tornou o herói menos bondoso e o vilão menos maníaco e refez "Cabo do Medo" nos cinemas, o segundo maior sucesso comercial da sua carreira. Trinta e cinco anos se passaram, e o diretor decidiu emprestar sua expertise à nova encarnação da obra, pela primeira vez na televisão.