Há 20 anos, os ataques coordenados realizados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado de São Paulo expuseram fragilidades no combate ao crime organizado. Embora avanços tenham ocorrido de 2006 para cá, parte dos problemas persiste em um cenário no qual a força dessa e de outras facções é consideravelmente maior e mais disseminada no país.

O aparato policial, jurídico e legislativo passou por mudanças, e novas leis surgiram tentando dar conta de dinâmicas que favoreciam o avanço dos grupos armados.

É o caso da Lei das Organizações Criminosas, de 2013, que, entre outros dispositivos, regulamentou a colaboração premiada. Tribunais criaram varas especializadas para dar mais celeridade às investigações e julgamentos. E as operações policiais, esparsas há duas décadas, ficaram mais frequentes.